sexta-feira, 7 de junho de 2013

cansaço, desses que deixam engruvinhados os anéis da coluna, desses que quando se deita dói e é bom, que fazem da cama um limbo de conforto no relaxar de cada dezena de fibras, orquestrando um dormir sem nenhum sonho. antes fosse esse cansaço o meu, que não tivesse sido usurpado mais de sua metade, mais do que valia. que desse modo, por mais ansioso do descanso que eu esteja, não anseio revigorar. amenos que algo mude. só se me derem de volta mais da metade da minha energia investida. não quero juros nem lucros, só quero de volta mais da metade, deixo ainda um resto perdido por aí, pra quem quiser pegar pra si. toda essa reclamação é fruto desse trabalho desonesto que não é meu e finge ser. mais um dia eu dei uma porção de vida pra comprar mais um prato de comida, pra dar mais uma porção de vida, pra quê?

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